27cc de mau humor bidestilado intravenoso

Mostrando postagens com marcador Et Poetera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Et Poetera. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de março de 2009

Et Poetera

:::Poesia Límbica 0001:::

Espírito, onde foi parar?
Consciência, se pudesse me ver
Já tô careca de saber
Cansei de tentar ser cabeça
Transpira no meu semblante
Que eu ando torcendo o nariz
Pro que tenho escutado
Vejo o mundo abismado, pasmo, boquiaberto
Com um daemon sempre ao largo
Sussurrando pela nuca
Sinto a glote conscrita
Travando a palavra proscrita
Prescrevendo bom humor
Esqueço o que torno no peito
Encho o pulmão de torpor (esquerdo ou direito)
Fumo e trago meus defeitos
Pro que me queima não se espalhar
A palha do fogo fumega
A sulfúrica azia nega e diz que devo dizer amigo
À merda que quero isso!
Não quero lidar contigo
É esse humor intestino
que hoje semeio no jisso
Desço à vala, escrevo spleen
Se meu fígado é pra mim
Bebo grito choro falo
E de falo intumescido
Convencido de virtudes
Sei que nele há saúde
Se o reto me apodrece
O mesmo se dá onde piso
De tendões de Pelida cortados
Gana de baixo pra cima

sábado, 19 de abril de 2008

Aliterado afegão

:::et poetera fora de hora:::

Ah aliterado abnegado afegão que a atende
De barba bem boa da bailarina beijar com biquinho
Carrancudo, carece de carinho como um cão coitado
Devia deixar de divagar que deve deleite demais
Exagerado, exacerba os erros
Falando firulas feias, mas fato é
Gosta de gastar com a garota em gentis agrados geralmente ingratos
Hesitante horrores, hoje há de
Irritar igual invariavelmente irradia ira aos inimigos
Jacta-se que já jogaste muito joio à jovem jacente
Languidamente lançada ao seu lado, de olhos luzidios
Mas meu amigo, a memória é má...
Não negligencie a namorada
Outrora obsecraste em oaristos, hoje ora obscenidades
Porém pedes, pachorrento, o pão do perdão e um pinguinho de paz
Queria que a querida não questionasse?
RESPOSTA ERRADA, rabugento rapsodo do rock and roll
Se soubesse que seria escorraçada, sua sereia escaparia sem sentir
Toda traição e toque torpe, toda trupe de tétricos, tetérrimos tratamentos
Ufane-a uma única e ululante
Vez e verá que voltam as viagens de véspera, os vôos e assovios, os seus versos de
Chuva, sem choro, chegará em seus chamegos e...

Zonza, zzzZZZzzz...

...zzzZZZzzz...

terça-feira, 25 de março de 2008

Et Poetera

Oi senhora Dor
Obrigado por ligar
Já passou da hora
De te declarar meu amor

Você tão perto
Eu tão certo
Que já passou a hora
da gente combinar

Que seja uma cerveja
Que seja um motelzinho
Barato, 10 conto
Getúlio ou Marechal

Escolha você, como sempre
Quando e onde quer me ver
Te espero no meu quarto
Aberto, acordado

Você me toca onde quer
E quem quer que tente
Seja homem, seja mulher
Não me alcança como ti

Já vai desligar?
Desmarco nosso encontro
Desculpa incomodar
Moça comprometida

Ficamos no casinho
Fazemos escondidinho
Eu te dando carinho
Você no fist fucking

Obrigado por ligar
Precisando, tamo aí.